Viernes, 19 de marzo de 2010 - 18:55 h
Valentim R. Fagim
Presidente da Associaçom Galeg...
09-02-2010 11:46

Eu ganho, tu ganhas

7 Comentarios
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A teoria dos jogos é umha aplicaçom das matemáticas que se utiliza para procurar estratégias racionais onde o resultado nom depende só de um agente mas da interacçom entre vários.

Há um classe de jogos em que o ganho de um agente repercute na mesma medida nas perdas de um outro. A maioria dos jogos de mesa que conhecemos respondem a este esquema: xadrez, parchisse, tute... assim como as apostas: se duas pessoas apostarem 100 euros, umha ganha 100 e outra perde 100. Este tipo de jogos denominam-se de Soma zero.

Também há jogos onde a soma é diferente de zero, podendo ser que perdam todos ou ganhem todos. Se um grupo de moradores de um edifício nom se pom de acordo para limpar as escadas, perdem todos. Se alcançarem um acordo, ganham todos.

Os debates por volta da identidade da nossa língua entre umha visom reduzida, língua apenas da Galiza, e umha outra ampla, língua da Galiza e também internacional, “parecem” responder ao esquema de soma zero.

Umha das reclamaçons dos que defendemos a visom ampla é o facto de os nossos direitos como cidadaos e cidadás serem menoscabados precisamente pola nossa focagem e a nossa prática. A contradiçom torna-se evidente se tomamos as palavras do presidente Feijoo:

"500 milhons de pessoas falam inglês; 400, castelám; e 200 milhons pertencem ao mundo lusófono. Em definitivo, se temos esses três idiomas podemos comunicar-nos praticamente em todo o mundo".

A contradiçom é que precisamente as pessoas que nos “comunicamos” com umha comunidade de 200 milhons de pessoas vemos reduzidos os nossos direitos na nossa própria comunidade.

Quando nalguns países se fala dos direitos da mulher, um argumento recorrente é que um comunidade política nom pode prescindir de metade da populaçom. Igualmente a Galiza nom pode prescindir de um coletivo qualificado, vitalista e em expansom. Torna-se num jogo onde perdemos quase todos.

Como podíamos mudar a natureza do jogo?

A nossa inspiraçom podia ser a comunidade autónoma de Estremadura que, como sabemos, nom é o berço da lusofonia. Mesmo assim, os seus altos cargos tomárom a decisom de tornar o português, em suas palavras, numha aposta estratégica.

Esta aposta pode-se traduzir aqui na recepçom dos mass média, a presença no ensino (introduzi-la na ESO daria para garantir um CV com português nível alto), promover os produtos culturais brasileiros, portugueses, angolanos... assim como o direito dos “comunicadores” galegos e galegas a poder desenvolver-nos na mesma língua de “200 milhons de pessoas”.

Teríamos assim um jogo de soma diferente de zero onde eu ganho, tu ganhas e, o que é mais importante, os galegos e as galegas ganhamos.

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1
que va ho ...
Hindemith
2010-02-08 23:25:19
"¿E isto que fala este home e galego?". Non. É galego o que fala Farjas, a dona do 'Servicio Gallego de Salude'. O que deberiamos de preguntarnos é ... que tipo de 'lingua' (?) están a falar MOITOS galegos (ah, é certo, a que lles sae dos c... da súa liberdade, xa o tiña esquecido). E, por certo, en que 'lingua' (?) escriben eses MOITOS galegos referidos?: mellor olvidemos a preguntiña, non si?.
2
MAIS GALEGO
AGIL
2010-02-08 20:48:21
Sob o título "Non sei nada" Xistrón (2010-02-08 18:00:25) pergunta: «¿E isto que fala este home e galego?» ::: COM.- Não sei se não sabe nada ou sim sabe auqlquer cousa, mas o que não sabe o senhor é que quem fala não escreve e quem escreve não fala. Para além, o que Fagim escreve sim é galego, mais galego sem dúvida do que o que fala Feijó, ou "Pachi" Vázquez, por exemplo, muito mais galego, plenamente galego...
3
brilhante
Probo
2010-02-08 20:18:26
Uma análise de inteligência positiva. Mas estamos manipulados por poderosas forças de inteligência negativa. Não parece que joguemos para ganhar todos, mas bem, parece que estamos a perder um olho com a condição que o outro perda dous.
4
Ah, o senso comum...
maisum
2010-02-08 18:51:54
Magnífico. Fácil. Evidente. Mas os espanhóis não entendem isso. Olha o comentário 1. Repitamos: as pessoas, quando escrevem, escrevem, não falam. As pessoas, quando falam, falam, não escrevem... É o problema do senso comum: demasiado difícil de compreender para os espanhóis. Passaram da Ditadura ao Reino: nem uma nem outro promove o pensamento livre entre os seus súbditos.
5
Non sei nada
Xistrón
2010-02-08 18:00:25
¿E isto que fala este home e galego?
6
somatório de probabilidades
gamalho
2010-02-08 17:23:28
Fantástico! Mais uma analogia matemática: um somatório de probabilidades sempre soma, no entanto, se se multiplicam as probabilidades, dividimos. Um exemplo, suponhamos que a estratégia RAG tem um 30% de probabilidades de ganhar, enquanto a reintegracionista tem um 50%. Se fazemos a soma, obtemos um 80%. Se as multiplicamos, obtemos um 15%. Portanto, a multiplicação de probabilidades fica perto da soma 0. Conclusão: hai que SOMAR! Um outro exemplo de "estratégia do somatório": o que o Edelmiro Momam propõe ao respeito da duas normas: RAG + AGAL. Um abraço!
7
COM EFEITO
AGIL
2010-02-08 17:12:31
Muito bom o artigo: conciso e claro. O que não entendo são duas cousas: 1.- Que o reino bourbónico, hispanófono "a radice", não aproveite, pelo menos na Galiza (na CAG), a possibilidade de ter súbditos bilingues em português e castelhano. 2.- Não entendo que os galeguistas sejam tão "galeguistas" que prefiram ser reduzidos ao... quase nada, em vez de procurar ser universalistas em Galego-Português. ... Também não entendo que ninguém até agora comentasse este artigo...

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